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Como criar um servidor NAS e de virtualização na mesma máquina com ZimaOS

Já imaginou ter um único computador funcionando como servidor de arquivos, uma espécie de Google Drive particular e, ao mesmo tempo, um servidor capaz de rodar máquinas virtuais com Ubuntu, Kali Linux e outras distribuições?

E o melhor: poder acessar tudo isso de qualquer lugar do mundo?

Neste projeto, vamos montar exatamente isso.

A ideia é criar um servidor que possa armazenar arquivos, rodar aplicações, sincronizar dados com outros computadores e ainda permitir a criação de máquinas virtuais — inclusive pensando em usar esse ambiente futuramente para rodar aplicações de Inteligência Artificial.

E se você não tem um computador sobrando em casa, não se preocupe: até mesmo um celular antigo pode ser transformado em servidor. Eu já mostrei como fazer isso em um vídeo no canal.

 

NAS + virtualização no mesmo computador

Normalmente, quando pensamos em um servidor NAS, imaginamos um computador dedicado ao armazenamento de arquivos.

Já quando falamos em virtualização, pensamos em sistemas como o Proxmox, capazes de criar e gerenciar máquinas virtuais.

Mas será que dá para juntar as duas coisas em uma única máquina?

Sim!

E é exatamente isso que vamos fazer.

O objetivo é ter um servidor que funcione como:

  • NAS para armazenamento de arquivos;
  • uma espécie de Google Drive particular;
  • servidor para aplicações;
  • servidor de máquinas virtuais;
  • ambiente para Ubuntu, Kali Linux e outras distribuições;
  • plataforma para futuros projetos envolvendo Inteligência Artificial;
  • acesso remoto de qualquer lugar do mundo.

Para isso, porém, existe um requisito importante: o computador precisa oferecer suporte à virtualização.

Qual computador usar?

Inicialmente, eu tinha duas opções.

Uma delas é um notebook com Intel Core i5 de terceira geração, que já mostrei no canal como transformar em servidor utilizando Proxmox e CasaOS, além de aplicações como Hermes Agent, Ollama e Plex.

O problema desse notebook é justamente uma limitação de hardware: ele permite utilizar apenas um HD.

Para um projeto de NAS, isso acaba sendo uma limitação importante.

Por isso, desta vez vou utilizar um computador com Intel Core i7 de segunda geração que estava parado por aqui.

E, para esse projeto, não precisamos de um computador superpotente.

O mais importante é que o processador e a placa-mãe ofereçam suporte à virtualização.

Esse computador possui 12 GB de RAM. Como o sistema deve consumir aproximadamente 2 GB em condições normais, ainda teremos cerca de 10 GB disponíveis para as máquinas virtuais e aplicações.

Além disso, a placa-mãe permite instalar até três HDs.

Para o nosso objetivo, isso já é mais do que suficiente.

Por que escolhi o ZimaOS?

Existe outro detalhe importante.

Eu poderia montar tudo utilizando Proxmox, mas existe um pequeno problema:

eu não quero ficar quebrando a cabeça no terminal o tempo todo.

A proposta aqui é justamente criar um servidor que seja relativamente simples de configurar e administrar.

Por isso, escolhi o ZimaOS.

O ZimaOS é desenvolvido pela mesma empresa responsável pelo CasaOS, a ZimaSpace, e segue uma proposta bastante amigável para quem não quer transformar a configuração do servidor em um projeto de engenharia.

Se você ainda não conhece o CasaOS, vale conferir o vídeo que deixei no canal.

Instalar o ZimaOS é muito simples

Uma das coisas que mais me chamou atenção no ZimaOS é justamente a instalação.

Enquanto algumas soluções exigem várias configurações, no ZimaOS o processo é extremamente simples.

Primeiro precisamos criar o pendrive de instalação.

E aqui existe uma diferença importante.

A imagem do ZimaOS não é uma ISO tradicional, como estamos acostumados a encontrar em várias distribuições Linux.

Ela é disponibilizada como um arquivo .img, que é basicamente uma imagem de disco.

Para criar o pendrive bootável, utilizei o Balena Etcher.

Confesso que tentei fazer o processo usando o Rufus, mas depois de passar bastante raiva, desisti e fui pelo caminho mais simples.

Com o pendrive pronto, basta conectar ao computador, configurar o boot pela USB e iniciar a instalação.

E aqui vem uma das partes mais impressionantes:

a instalação é extremamente simples.

Basicamente, basta aceitar os termos, confirmar que os dados do disco serão apagados e deixar o sistema fazer o trabalho.

Depois de instalado, o próprio sistema já informa um endereço que podemos utilizar para acessar o servidor pelo navegador.

Sem precisar passar horas digitando comandos no terminal.

Aplicações com poucos cliques

Depois que o ZimaOS está funcionando, temos acesso ao gerenciamento do servidor através de uma interface gráfica.

E é aqui que a coisa começa a ficar interessante.

Temos uma série de aplicações disponíveis para instalação e, em muitos casos, o processo consiste praticamente em dois cliques.

Nada de ficar procurando comandos na internet ou copiando e colando linhas enormes no terminal.

Entre as possibilidades, temos aplicações para:

  • Inteligência Artificial;
  • armazenamento;
  • mídia;
  • acesso remoto;
  • automação;
  • sincronização de arquivos;
  • entre várias outras.

Por exemplo, podemos instalar o Ollama para trabalhar com modelos de Inteligência Artificial.

Também temos o Hermes Agent, que inclusive já utilizo em outro servidor com CasaOS.

Para quem gosta de montar uma espécie de Netflix particular, temos o Plex.

Também podemos utilizar ferramentas como o Tailscale para facilitar o acesso remoto ao servidor.

E existem ainda outras possibilidades, incluindo soluções para acesso e gerenciamento remoto.

A grande vantagem é que podemos instalar tudo isso sem precisar transformar o servidor em uma aula de Linux no terminal.

Transformando o servidor em um Google Drive particular

Mas o ZimaOS não serve apenas para instalar aplicações.

Uma das funções mais interessantes para este projeto é justamente o armazenamento e a sincronização de arquivos.

A ideia é transformar o computador em uma espécie de Google Drive particular.

Você mantém os arquivos no seu próprio servidor e pode sincronizar esses dados com o computador.

E é aí que entra outro recurso interessante: o Zima Client.

Sincronizando o computador com o servidor

Para demonstrar essa função, vamos instalar o Zima Client no computador.

Depois de configurado, podemos selecionar o que queremos sincronizar.

A partir daí, o computador passa a trabalhar em conjunto com o servidor.

Na prática, sempre que você ligar o computador, os arquivos configurados para sincronização podem ser enviados para o servidor conforme as regras definidas.

Isso abre várias possibilidades.

Você pode ter seus arquivos importantes armazenados no servidor e manter uma cópia sincronizada no computador, por exemplo.

E tudo isso sem precisar ficar copiando arquivos manualmente para HD externo ou pendrive.

E finalmente: máquinas virtuais

Mas ainda falta a cereja do bolo.

Se o objetivo fosse apenas criar um NAS, poderíamos parar por aqui.

Só que este projeto tem uma segunda finalidade:

rodar máquinas virtuais.

É aqui que o ZimaOS fica ainda mais interessante.

Através do sistema, podemos criar uma máquina virtual e instalar outro sistema operacional dentro dela.

Por exemplo:

  • Ubuntu;
  • Kali Linux;
  • outras distribuições Linux;
  • e outros sistemas compatíveis com virtualização.

Isso significa que o mesmo computador pode funcionar simultaneamente como servidor de arquivos e servidor de virtualização.

E essa é justamente a combinação que eu estava procurando.

Por que isso é interessante para Inteligência Artificial?

Meu objetivo final com esse servidor não é apenas armazenar arquivos.

Quero utilizar as máquinas virtuais para criar ambientes separados onde seja possível testar diferentes projetos e, posteriormente, trabalhar também com Inteligência Artificial.

Por exemplo, podemos ter uma máquina virtual dedicada a determinado projeto, outra para testes e outra para aplicações diferentes.

Isso permite experimentar sem precisar instalar tudo diretamente no sistema principal do servidor.

É uma maneira muito interessante de transformar um computador antigo em uma pequena infraestrutura de laboratório.

E o melhor de tudo é que não estamos falando de um PC novo e caro.

Estamos reaproveitando um computador antigo que estava parado.

Um servidor antigo ainda pode ser muito útil

Esse projeto também mostra uma coisa importante:

você não precisa necessariamente de um servidor moderno para começar.

Um computador antigo, desde que tenha suporte à virtualização e recursos suficientes para o que você pretende fazer, pode ser uma excelente plataforma para aprender sobre servidores, NAS, virtualização, Linux e Inteligência Artificial.

No meu caso, um i7 de segunda geração com 12 GB de RAM já oferece uma base interessante para brincar bastante.

É claro que existem limitações.

Não espere o desempenho de um servidor moderno com dezenas de núcleos e centenas de gigabytes de RAM.

Mas para aprendizado, armazenamento, serviços domésticos, máquinas virtuais e diversos projetos pessoais, esse tipo de hardware ainda pode surpreender.

A ideia é ter tudo em um único lugar

No final, a proposta é simples:

um computador antigo → um servidor completo.

Teremos armazenamento de arquivos, sincronização, aplicações, acesso remoto e máquinas virtuais funcionando na mesma máquina.

Em vez de deixar aquele PC antigo parado acumulando poeira, podemos transformá-lo em uma pequena infraestrutura para nossa casa ou laboratório.

E isso é apenas o começo.

A partir daqui, podemos começar a experimentar com diferentes distribuições Linux, serviços, automações e, claro, projetos envolvendo Inteligência Artificial.

E você, o que faria com um servidor desses?

Se você tivesse um computador antigo parado em casa, qual seria a primeira coisa que instalaria?

Um NAS para guardar seus arquivos?

Uma máquina virtual com Ubuntu?

Kali Linux?

Um servidor de mídia?

Ou partiria direto para projetos de Inteligência Artificial?

Deixe nos comentários qual seria a sua meta.

E se você quiser acompanhar todo o processo na prática, confira o vídeo no canal, onde mostro desde a instalação do ZimaOS até a criação de uma máquina virtual com Ubuntu.

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